Resenha: "A Sereia" de Kiera Cass

Livro: A Sereia
Autor (a): Kiera Cass
Editora: Seguinte

Sinopse:

Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é todo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar pois sua voz de sereia é fatal, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

Via: Skoob







 ''Talvez o segredo para eu poder seguir em frente não fosse eliminar tudo o que eu sentia. Talvez só precisasse me concentrar no único sentimento que fazia todos os outros parecerem menores."



Por mais que o livro teve uma mensagem muito bonita e a escrita da autora ser ótima, A Sereia deixou a desejar. Acompanhei todo o trabalho de Kiera Cass em A Seleção. Li tudo o que a autora publico sobre a série e me apaixonei por cada detalhe e cada pequena parte daquela linda história. Ao ver uma nova obra de Cass sendo lançada nas livrarias, me empolguei ao achar que me apaixonaria por mais um de seus livros. Porém, não tive o resultado que esperava. Então vamos lá...

Kahlen era um sereia. Viveu os últimos 80 anos servido à Água, alimentando-a com a morte de pessoas em alto mar. Por mais que sua servidão à Água lhe desse imortalidade, privação de machucados, doenças e uma beleza estonteante, o peso das vidas que tirou a assombrava. Outras duas sereias, consideradas suas irmãs, Elizabeth e Miaka, aproveitavam a vida à sua maneira e tentavam mudar o foco de Kahlen, que só ficava em casa lendo livros e pesquisando sobre as pessoas que matou atraídas pelo seu canto mortal. Sua perspectiva de vida era esperar os próximos 20 anos para sua servidão com a água acabar e assim poder ter uma vida normal. Mas ao conhecer Akinli, encontrou um sentimento que mudou toda sua vida com a Água e suas irmãs.

Akinli é uma amor de pessoa. Ele é simpático, carismático, compreensivo e carinhoso. Ele foi o único personagem no qual me afeiçoei um pouco. As irmãs e sereias de Kahlen, por mais que foram exploradas, até mais que a própria protagonista, não me cativaram durante a leitura. Senti que eram tampões feitos para não deixar buracos vazios na história, assim como a pequena Padma que surgiu na vida de Kahlen durante o livro. Em minha perspectiva, Padma e sua trágica vida serviram para preencher o enredo para não focar somente em Kahlen e Akinli, tirando um pouco o foco para a violência que Padma sofria pelo pai na Índia (desculpem por contar demais!) que para a autora creio que era para parecer interessante, mas pra mim, apenas desnecessário. Assim como o meio do livro que se tornou cansativo e irrelevante para a ponto de eu me perguntar: "como ainda tem 100 páginas para eu ler?". Contando ainda que às vezes me enjoei do romance entre Kahlen e Akinli de tanto que a história girava apenas ao redor deles. Seria diferente se a atora tivesse explorado mais a questão das sereias e ter aberto uma grande diferenciação entre o mundo delas e dos humanos, o que não acontece.

A Água também me surpreendeu. No início, imaginei-a como uma força impassível, sobre-humana e possessiva. O que realmente era em parte mas foi nos apresentada uma Água muito humana. Não imaginava isso, e acabei me decepcionando.


Enfim, A Sereia foi leviano. Achei muito bonito o significado do amor de Kahlen e Akinli, mas somente isso mesmo.

Nota: 2/5

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